sábado, 5 de janeiro de 2019

Ouvidos moucos

O problema não é o cavalo falar, é o jumento ouvir.” ― Diego Guerra, O Teatro da Ira

*** 


Ouçam esta, por todos aqueles dias em que parece que ninguém nos ouve, dias em que parece que as nossas palavras saem da boca mas não têm som. É horrível, eu odeio esses dias. Ouçam esta, que é bem bonita.  



quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Olá menina,

É isso mesmo. Más noticias. Ou boas, não sei bem... Hoje venho dizer-te adeus. Melhor dizendo, venho dizer adeus ao fantasma que te fizeste ser e que eu continuo a imaginar. Não te guardo rancor, nem tão pouco te quero mal, apesar de me teres enganado de certa forma. Sim, porque na verdade nem sei se aquele impacto emocional aconteceu mesmo, neste ponto de pensamento, ou se fui só eu. Não importa. E está tudo bem, porque afinal as nossas diferenças refletem-se e isso não é aquilo que eu preciso, nem aquilo que eu quero (apesar do paradoxo, porque eu quero-te). Mas, o que não é um paradoxo na vida? Alguém me há-de dizer... E tu foste vitima disso mesmo, também. Não julgo. Mas da próxima vez, olha para quem possas estar a magoar, ou vir a magoar no futuro. Seja como for, porque motivo for, eu decidi deixar de adormecer com o teu belo sorriso na minha cabeça, para sonhar com um exemplo de futuro que poderíamos ter juntos, se não tivesses tantas dúvidas, se não fosses um fantasma. Hoje, eu caí na real e quero alguém real. Quero sentir um toque e um abraço, e não sentir apenas o fervor dentro do peito quase a rebentar a minha caixa torácica, apesar de ferver e ser momentaneamente bom e extremamente viciante. E hoje, faço isto por mim. Por isso, adeus fantasma! Eu sei, profundamentementemente, que isto não é o fim. E quando ambos estiverem preparados, quando eu estiver recetivo e tu deixares de ser uma assombração e passares a ser alguém de carne e osso, irá continuar. 



sempre teu,

João

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Ouvidos moucos

Sabem aqueles dias em que o nosso cérebro vive no passado? Em que tudo nos lembra um instante passado, seja o que for que estejamos a ver? Dias de tanta saudade que faz doer o abdómen? O que fazem nesses dias? 

Hoje, eu ouço esta bela poesia cantada: